É isso mesmo, se compararmos a sociedade brasileira de hoje a Roma antiga, podemos perceber claramente a fase de transição entre a monarquia e republica... cheguei a essa conclusão após ver e rever algumas postagens de amigos no Facebook.
Na Roma Antiga havia, além dos patrícios e clientes,
a plebe (do latim plebem, multidão), que
formava um mundo à parte. Os plebeus habitavam o solo romano, sem integrar a
cidade. Como acentua Bouché-Leclercq "eles tinham o domicílio,
mas, não a pátria". Eram homens livres, podiam possuir terras,
pagavam impostos e prestavam serviços militares. A diferença entre patrícios
e plebeus era marcada por barreiras de tabus extremamente exclusivas. A
princípio, os plebeus não possuíam direitos políticos nem civis.
Até bem pouco tempo atrás vivíamos uma monarquia
social, onde os patrícios comandavam, tinham privilégios e viviam bem. Os
patrícios recebiam esse nome porque se consideravam descendentes dos primeiros pater
familias (chefes
familiares) fundadores da cidade. Só eles podiam ser grandes proprietários de
terras, rebanhos e escravos. Eram cidadãos romanos, por isso tinham direitos
políticos e podiam ter cargos no exército, na justiça e na administração, além
de conduzir os cultos religiosos. Apenas eles podiam exercer a função de rei,
senador ou membro da Assembleia Curial na monarquia romana.
A plebe, cuja a origem é muito obscura,
possivelmente se constituía dos vencidos que ficavam sobre a proteção do Estado,
dos clientes que se extinguiram, e dos estrangeiros (Peregrinus)
aos quais o Estado protegia. Os plebeus eram homens e mulheres que praticavam o comércio,
faziam artesanato e trabalhos agrícolas, serviam ao exercito.
Compunham a maioria da população, mas, durante a Monarquia, não eram
considerados cidadãos.
A plebe, não tinha direitos políticos, não podendo
nem formar famílias legalmente reconhecidas (Gens). Viviam ameaçados
pela escravidão por dívidas e tinham que pagar altos impostos.
No Brasil, a coisa não era muito diferente, o pensamento dos “patrícios” sempre
foi o de que “aquele que nasceu pobre deveria morrer pobre”.
Eis que surge a republica, no período republicano,
eles conquistaram o direito de eleger os Tribunos da Plebe, em uma assembleia.
Também conquistaram o direito de casarem-se com patrícios através da Lei
Canuleia, votada pouco tempo depois da Lei das XII Tábuas e o direito
de eleger magistrados plebeus... e aos poucos as castas do povo
romano foi se extinguindo...
No Brasil, eis que a república chegou a “plebe” após
o neoliberalismo, pouco mais de 10 anos, aos poucos o povo brasileiro incorporou
à sua vida a educação superior, o direito ao emprego formal, a possibilidade de
ascensão social e, sobretudo, uma vida sem fome. Mas isso ainda não
significou o fim das “castas” sociais no país, e os patrícios não tem engolido
muito bem essa mudança social, querem continuar no pode, não querem perder seu
espaço, conquistado a base do esforço alheio, na maioria das vezes. Que me
perdoem os que merecem estar onde estão hoje, mas se és mesmo tão bom no que
fazer, porque os mais pobres lhe parecem uma ameaça...
Será que não é direito de todos moradia digna,
educação, saúde um emprego descente (entenda o emprego descente como algo feito
com amor, pois tudo que é feito com amor sai bem feito)?. Será que pobre tem
mesmo que morrer pobre, não tem o direito de ter oportunidades?
Fica o questionamento: Será que o Brasil está mesmo
pior? Ou é você que vive sua vidinha de “patrício” e está se sentindo incomodando
com a mudança social pela qual nosso país vem passando?
Como diz Luiz Inácio Lula da Silva “não se
muda gerações de equívocos em apenas uma geração”... a LUTA continua!


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